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E.B.D: o bem cultural de natureza imaterial manifesto no social, em saberes, ofícios e modo de vida.

  Quem me conhece sabe o quanto eu amo o ensino, e a EBD é sem dúvidas meu lugar no mundo.  Esse mês de setembro, especificamente no terceiro domingo do mês na IPB- Igreja Presbiteriana do Brasil, celebramos esta que é parte do nosso ajuntamento aos domingos, lugar de conhecer mais sobre nosso Deus e nossa fé, a inspiração do texto é simplesmente por ser professora de EBD e meu amor por esse momento, fruto de outros escritos e leituras sobre o assunto. Enjoy!  As origens da Escola Dominical remontam aos tempos bíblicos quando o Senhor ordenou ao seu povo Israel que ensinasse a Lei de geração a geração. Dessa forma a história do ensino bíblico descortina-se a partir dos dias de Moisés, passando pelos tempos dos reis, dos sacerdotes e dos profetas, de Esdras, do ministério terreno do Senhor Jesus e da Primitiva Igreja. Não fossem esses inícios tão longínquos, não teríamos hoje a Escola Dominical. Porém, antes de sumariarmos a história da Escola Dominical em sua fase moder...

Dono e mordomo

  A mordomia me deixa suave na nave, primeiro, pela lembrança de que só existe um dono e eu sou mordomo, segundo, pela certeza de que além de dono, Ele é Criador e sendo eu criatura, de maneira nenhuma eu tenho capacidade de destruir sua criação, repito, não tenho capacidade de destruir o que Deus criou, é importante salientar que não posso ser negligente tendo o privilégio da oportunidade em ser um mordomo do que Deus colocou em minhas mãos, então, minha responsabilidade é zelar, cuidar, proteger, administrar, usufruir e me alegrar em ser uma privilegiada. Nos mandatos criacionais (cultural, social e espiritual) que Deus nos estabeleceu sua ordenança foi de dominar, viver em sociedade e relacionar-se com o Criador. A dominação não é de subjugo , e a vida em sociedade é a tarefa de servir por meio da vocação  que Deus nos chama, enquanto o último, é a afirmação de que não há neutralidade na adoração, o homem sempre irá em direção a algum "deus". Sobre a boa e doce mordomi...

PAI DE ÓRFÃOS É O DEUS DE TRIUNFO

 Segundo dados de uma pesquisa feita em 2012 pelo Instituto Baresi no Brasil, cerca de 78% dos pais abandonaram as mães de crianças com doenças raras e com deficiência antes dos filhos completarem 5 anos de idade. A Organização Mundial de Saúde(OMS) estima que cerca de 70 milhões de pessoas no mundo são afetadas pelo Transtorno do Espectro Autista, dois milhões delas estão no Brasil. E Henrique é parte dessas duas tristes estatísticas.  "Vou te contar tudo que aconteceu há quatro anos e como estamos agora Henrique e eu". Assim a doce e discreta Silvana começou a me contar sobre sua jornada. O autismo era algo desconhecido para essa mãe e sua família que até o momento eram três e durante os quatro primeiros anos de vida do Henrique tiveram que presenciar vizinhos em suas portas, gritos, estereotipias, choros, lesões auto infligidas, falta de sono, isolamento, mente inquieta, um cenário de desespero e desconhecimento. E no meio de todo o caos foi necessário pedir ajuda profissi...

LANTERNA DOS AFOGADOS

Um trecho da canção inspirada no livro Jubiabá de Jorge Amado, Lanterna dos afogados e sua versão por trás é propicio para esse momento; ela diz o seguinte: " Uma noite longa pra uma vida curta. Mas já não me importa basta poder te ajudar".   A noite continua sendo longa para as mulheres que têm em seu papel a doce missão de ser mãe de uma criança com transtorno do espectro autista (TEA). Assim como, àquelas mulheres que seguravam suas lanternas para que seus homens chegassem seguros ao Cais do Porto na Bahia, essas mães são a própria lanterna mostrando o caminho a seus filhos. Eu tive que me recompor diversas vezes para colocar as ideias no lugar e escrever sobre a rotina das mães de crianças neuro atípicas. Conversei com muitas e selecionar as histórias para uma série de escritas não foi nada fácil, não podemos reduzir essas vidas a um mês, tem autismo o ano inteiro.   Era parte da minha rotina até que se tornou parte da minha vida quando há um ano soubemos que nosso ...

A GERAÇÃO POPIS E OS AUTISTAS

  Talvez nem todos conheçam a menina mimada, com uma boneca debaixo do braço e cabelos partidos amarrados ao meio da série Chaves. Talvez agora com essa descrição um pouco mais detalhada, nossa memória suba ao segundo piso da vila o cortiço para encontrá-la. Sim, é aquela que dizia: "conta tudo para sua mãe Chaves". Aos que nunca ouviram falar por serem de uma geração que não conhecem os clássicos; eu realmente lamento.  Mas, o que essa menina tem a ver com os autistas? Exatamente nada.  E o que os autistas tem a ver com essa menina? Absolutamente nada também.  Na verdade, é o contrário disso.  Essa geração mimada não conseguirá conviver com os neuroatípicos bem, partindo do pressuposto de que pessoas com esse tipo de transtorno não tem filtro e seus sentimentos raquíticos, infantis e narcisistas muitas vezes serão feridos sem intenção por eles, sinto-me demasiadamente preocupada.   Mas, antes de expressar minhas preocupações. Preciso trazer fatos ator...

Não era para ser assim.

 A peça O vendedor de sonhos, inspirada no livro de Augusto Cury; O vendedor de sonhos: o chamado, tem uma fala que diz o seguinte: "Eu te ofereço uma vírgula.  Esse momento da peça é o vendedor falando a um suicida que o questiona sobre quem ele era e o que ele poderia lhe oferecer e ele diz: te ofereço uma vírgula. Segundo o vendedor o suicida não precisava dar um ponto final a sua vida. E o indaga de onde ele tirou essa ideia; se foi da filosofia, da ciência ou da religião, ou do seu próprio psique que tudo sabe e controla. E é óbvio que ele não sabia responder.  Justamente porque não era para ser assim. Em Gênesis 1 quando Deus cria o homem, Ele o cria para ser eterno, Ele fez um Jardim com tudo o que o homem precisava e depois o colocou dentro, deu inclusive de si mesmo todos os dias na viração do dia, deu ordem para que ele nominasse os animais, o abençoou, ordenou que ele fosse fecundo, multiplicasse e enchesse a terra, sujeita-se e domina-se sobre tudo e todos, ma...

Marcas

 Nossos genes são transportados para nós no Processo de reprodução, neles contêm toda a estrutura responsável por essas características genéticas como cor dos olhos, da pele, do cabelo, fisionomia e por aí vai; a essas estrutura damos o nome de DNA.   Quando criança, geralmente são as pessoas que dizem com quem parecemos, e na maioria das vezes, é com o pai ou a mãe, mas na fase da adolescência nós queremos nos identificar com alguém e de preferência que não sejam nossos pais, afinal, é uma fase de descobertas e pseudo autonomia. Então, quanto mais parecido com outros melhor. Mas, peraiiii. E comigo mesmo, quando vou parecer? Será que na fase adulta? A resposta é nunca. Sim, nunca será você se sua identidade não estiver definida por duas coisas: a quem você ama e a quem você pertence.  No seu registro de nascimento, depois substituído pelo seu RG já te dá uma boa pista. Lá às informações são de filiação; você veio de alguém, nisso há pertencimento, contêm outros dados imp...