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PAI DE ÓRFÃOS É O DEUS DE TRIUNFO

 Segundo dados de uma pesquisa feita em 2012 pelo Instituto Baresi no Brasil, cerca de 78% dos pais abandonaram as mães de crianças com doenças raras e com deficiência antes dos filhos completarem 5 anos de idade. A Organização Mundial de Saúde(OMS) estima que cerca de 70 milhões de pessoas no mundo são afetadas pelo Transtorno do Espectro Autista, dois milhões delas estão no Brasil. E Henrique é parte dessas duas tristes estatísticas. 

"Vou te contar tudo que aconteceu há quatro anos e como estamos agora Henrique e eu". Assim a doce e discreta Silvana começou a me contar sobre sua jornada. O autismo era algo desconhecido para essa mãe e sua família que até o momento eram três e durante os quatro primeiros anos de vida do Henrique tiveram que presenciar vizinhos em suas portas, gritos, estereotipias, choros, lesões auto infligidas, falta de sono, isolamento, mente inquieta, um cenário de desespero e desconhecimento. E no meio de todo o caos foi necessário pedir ajuda profissional e intervenção medicamentosa, enquanto isso, mudança de cidade e abandono parental, ou seja, negligência e omissão quanto ao dever geral de cuidado podendo responder judicialmente por terem causado danos morais a seus próprios filhos. Um exemplo típico de abandono afetivo ocorre quando o responsável não aceita o filho e demonstra expressamente seu desprezo em relação a ele.

Essa foi uma das histórias que me colocou de joelhos e em prantos, principalmente quando Silvana me disse: "achavam que eu era culpada dele ser assim e eu chorei muito muito muito em muitas noites, sem saber o que fazer e como ajudar o Henrique" e ela complementou: "um dia eu me levantei, parei de chorar e procurei ajuda". 

O cântico de triunfo militar contido no Salmo 68, um hino de ações de graças que evoca as grandezas de Deus na história do seu povo. Em outras palavras, faz um retrospecto da ação de Deus na vida de seu povo e mostra sua salvação para todo o mundo, assegurando que Deus seguirá triunfante até que todo o seu povo seja resgatado e guardado, e todos os reinos da terra tragam tributos e cantem os louvores do Deus de Israel veio a minha memória imediatamente ao ouvir Silvana, me fez refletir de como essa história será contada a Henrique, e demonstra que temos tido pouco ou nenhum interesse em compartilhar de como Deus têm nos sustentado, nos impele a contar sobre o que o Pai dos órfãos de pais vivos fez e faz por nós os filhos da Aliança e Henrique é um destes filhos, essa família de Deus tem muito o que celebrar são tantas as conquistas no decorrer desses anos, foram tantos os cuidados desse Pai para com eles, foram tantas as vezes que ele lhes deu um colinho. Isso é reconfortante! Uau! Que incrível! 

O nosso papel como Ekklesia é ajuntar, abraçar, acolher na congregação dos santos os filhinhos e suas mães, porque ainda que abandonados, o Pai os acolhe debaixo de suas asas para cuidar e os fazer habitar em família. 

Nossa próxima história é a da agraciada Ana Lúcia e seu Estevam e uma reflexão sobre que autistas crescem. 

Todos os nomes e histórias contadas são reais e têm autorização de seus personagens e a intenção é nos fazer conscientes os 365 dias no ano e sermos suporte para uma mãe, um pai e uma família de um autista. Caso seja possível dê um dia de descanso para eles sendo suporte. O que você puder fazer, tenha consciência e faça.   

Flavyandressa Lobato Sá

DEle por Ele e para Ele são todas as coisas.

@flavynhasa 


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